quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cena 1164: The Wall: 32 anos da maior obra prima do rock progressivo

The Wall é o 11º álbum de estúdio da banda inglesa de rock progressivo Pink Floyd. Lançado como álbum duplo em 30 de Novembro de 1979 ele foi, posteriormente, tocado ao vivo com efeitos teatrais, além de ter sido adaptado para o cinema.

Seguindo a tendência dos últimos três álbuns de estúdio da banda, The Wall é um álbum conceitual, tratando de temas como abandono e isolamento pessoal. Foi concebido, inicialmente, durante a turnê In the Flesh, em 1977, quando a frustração do baixista e letrista Roger Waters para com seus espectadores tornou-se tão aguda que ele se imaginou construindo um muro entre o palco e o público.

The Wall é uma ópera rock centrada em Pink, um personagem fictício baseado em Waters. As experiências de vida de Pink começam com a perda de seu pai durante a Segunda Guerra Mundial, e continuam com a ridicularização e o abuso de seus professores, com sua mãe superprotetora e, finalmente, com o fim de seu casamento. Tudo isso contribui para uma auto-imposta isolação da sociedade, representada por uma parede metafórica.

O álbum contém um estilo mais duro e teatral do que os lançamentos anteriores do Pink Floyd. O tecladista Richard William Wright deixou a banda durante a produção do álbum, continuando no processo como um músico pago, apresentando-se com o grupo na turnê The Wall. Comercialmente bem-sucedido desde o seu lançamento, o álbum foi um dos mais vendidos de 1980, vendendo mais de 11.5 milhões de unidades nos Estados Unidos, atingindo a primeira posição da Billboard. A revista Rolling Stone listou The Wall na 87ª posição em sua lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos.

"(...) Sempre à parte, socialmente, das bandas da época (com exceção, por estranho que pareça, do The Who), o grupo [Pink Floyd] procurava, agora, expressar seu distanciamento do público. O resultado: um álbum conceitual sobre um astro pop desiludido que surta e acha que é um líder fascista. Nada que Tommy ou Ziggy já não tivessem feito. E a metáfora central — tijolos — não era exatamente excitante.

Então, a emoção está nos detalhes — uma produção elaborada até mesmo para os padrões grandiosos do Floyd, vocais no estilo Beach Boys falando sobre a escória e canções concisas, em especial o protesto de 'Another brick in the wall Pt. II' e a favorita dos fãs, 'Comfortably numb'.

O álbum foi um megassucesso de vendas, na linha de Dark side of the moon. Ficou seis meses entre os cinco mais vendidos da Billboard e liderou a parada durante 15 semanas. Duas décadas depois — de acordo com Roger Waters, principal compositor da banda — o disco ainda 'vende algo como quatro milhões de cópias por ano' (...)."

Bruno MacDonald, no livro 1001 discos para ouvir antes de morrer (Sextante, 2007).


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