quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Cena 451: A Change Of Seasons


Silêncio
ensurdecedor;
Pressão no peito como se estivesse me afogando, a visão torna-se turva e o ar não existe mais;
Os dias são escuros, cinzas, cinza prateado, mesmo assim brilhantes;
Respirar torna-se quase insuportável;
Os olhos te procuram onde nunca estás;
Mesmo um
tubarão sente a
falta da água;
Nem imagens, nem palavras, estou cego e vejo melhor;
Ninguém é de ferro;
Sinto melhor;
O tempo cura ou ele é a doença?
Ninguém
jamais viu isso,
e não crerão
quando digo;
Girando não em círculos, mas em espiral;
Como vêem e não
conseguem enxergar,
ouvem, mas não
escutam, sabem, mas
não sentem?
Busco-te no fundo da garrafa, e na outra e na outra e na outra;
O leão da selva;
Ausente, mas nunca distante;
Para quê acordar se
não consigo sonhar?
Viver é mais suportável;
Sempre um outro dia, sempre um outro dia, sempre um
outro dia, sempre um outro dia;
O pássaro do céu;
Existem sim melhores que tu, mas não são elas que fazem meus átrios movimentarem-se;
Um dicionário não diz tudo;
De onde se vê quando se enxerga?
Insônia me diz que não estou sonhando;
Uma flor talvez consiga dizer tudo isso?

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