domingo, 10 de outubro de 2010

Cena 446: A salamandra de Santiago

Uma florzinha de fogo
soberana na campina.
Para ela não se deve olhar, afoito
pois queimará nossa retina.

Tirar-lhe as pétalas?
Que pensamento comum e tolo.
Deixemos que ela decida em quais festas
irá encontrar o androceu menos bobo.

Sim, isso! Inversão do jogo da vida,
onde a flor devora a abelha
numa alegria franca e consentida;
Onde tudo se parece, se assemelha...


Este poema foi feito pelo César, do blog Azues, para mim.

Obrigada, César! Adorei :D

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