quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Cena 443: Thin Air


I. Pinturas, esculturas, peças musicais e outras obras já vistas, ouvidas, escutadas e sentidas, cada vez que se percebe uma delas nota-se algo distinto, já estava lá, mas a atenção do olhar e do pensamento cruza e dirige-se para uma outra direção. Há muitas obras primas, cada uma se destaca por seus traços e sons excepcionais.

II. Como descrever que seu cabelo não estando preso faz realçar o formato do seu rosto, ou como a luz brilhante do sol faz ressaltar a vivacidade dos seus fios, bem como a luminosidade da lua enfatiza a cor e o formato de seus olhos e as maçãs de seu rosto.

III. Nunca pensei que o sol e a lua pudessem me oferecer tamanho espetáculo, nunca os mesmos, mas sempre majestosos.

IV. Talvez você não saiba, mas agora venho a dizer – novamente quem sabe – o quanto seu sorriso pode fazer mudar o dia de alguém, como um castiçal com mil velas ardentes.

V. Tive um relâmpago da sua simpatia e gentileza, ainda pergunto como não havia te percebido antes?

VI. Quantos tons e sons ainda não vi, ou terei a oportunidade de presenciar?

VII. Não deixei de pensar se você já foi destinatária de algum escrito ou fala como essa, mas creio que isso que faço não pode ser retido.

VIII. Tens um andar leve e decidido como uma brisa a beira mar.

π=3,14. Todos os ângulos são favoráveis, mas como um bolero, depende de onde se olha.

X. Talvez não haja certo ou errado, possivelmente apenas existam movimentos diferentes, mas para haver o certo deve existir o errado, o igual e seu contrário, nenhum piano tem a mesma afinação que outro. Mas duas cores formam uma – o movimento é contínuo.

2.7. É possível descrever uma cor como o azul, o castanho como seus olhos ou a circulação de seus pensamentos? Há o que descrever ou simplesmente contemplar?

XI. O infinito já não é suficiente, a música não tem sons o bastante, o caos e o sem sentido não existem mais, palavras vão além do que elas um dia “quiseram” ir.

XII. Aquela música que sempre se quer ouvir! Na tua presença não há vazio, ou há pouco dele, o silêncio torna-se menos alto, tua voz preenche os espaços! O ambiente fica colorido, menos sombrio.

XIII. Os sentidos/sentimentos podem dar razão (?).

300. Por que prosseguir?

XIV. As ondas do mar chegam de maneira diferente à costa, os ventos mudam, mesmo sendo sempre ventos, seus efeitos nunca são os mesmos...

Texto enviado pelo meu amigo "de ferro", Davi.

2 comentários:

Leka Gothic disse...

Viajei nesse teu post...me fez refletir sobre várias coisas, gostei bastante!Bjuus!

Filipe disse...

Que paranóia =O ...hehehehe, mas sério, dois pianos podem ter a mesma afinação (até devem), o que eles não podem ter igual é o timbre, hehehe =P