segunda-feira, 19 de julho de 2010

Cena 349: Entrevista da semana com Luciana Nogueira

Luciana Nogueira, 15 anos, Desocupada
hysteric.angel@hotmail.com http://anjoshistericos.blogspot.com

Há quanto tempo você escreve? E como começou?
Bom, na verdade não sei bem ao certo quando comecei a escrever. Desde sempre, talvez. Mas acho que isso surgiu com a necessidade de... falar, gritar. Dizer o que sinto de algum jeito.

Sobre o que você mais gosta de escrever?
Não sei. Para mim, é tudo tão espontâneo, que nem chego a pensar sobre o que estou falando. Acho até que sou muito egocêntrica, porque estou sempre dizendo o que EU sinto, no que EU acredito e sobre o que EU espero das pessoas.

E o que você mais espera das pessoas?
Talvez eu não espere nada, afinal de contas. Cheguei à conclusão de que tudo o que eu vejo é muito distante da realidade. Mas, em resumo, acho que espero que alguém me compreenda - que consiga entender o que realmente quero dizer.

É mais elogiada ou mais criticada pelo que escreve?
Em grande parte, elogiada. Mas é bem provável que existam muitas críticas pelas minhas costas, não sei. De qualquer forma, eu já me sentiria muito satisfeita se houvesse apenas uma pessoa que me admirasse, e outras cinquenta que me criticassem - e, além do mais, eu não mudaria em nada por nenhuma delas.

Pretende escrever um livro?
Ah, acho que não... provavelmente eu não conseguiria me prender em algo tão complexo quanto um livro. Eu prefiro trabalhar com a hipótese de que cada poema tem sua própria vida, independente dos outros; talvez até por isso eu me considere um pouco repetitiva. E, cá entre nós, hoje em dia "escrever um livro" é uma coisa muito banalizada. Qualquer um escreve, faz sucesso, e vende sei-lá-eu quantas cópias mesmo assim.

Você lê bastante? Quais seus escritores preferidos?
Leio muito, muito mesmo. Sempre que fico sem grana para comprar ou livro ou alguma coisa do gênero, leio pela internet. Álvares de Azevedo, Egdar Allan Poe e Stephen King, principalmente. Mas também sou fá de carteira de Harry Potter (J.K. Rowling) e de todos os livros do Dan Brown que já li.

Os anos se passam e você aprende ou só envelhece?
Acho que só aprendo, porque já devo ter nascido velha. Tenho muito mais manias e penso mais na morte do que a minha própria avó.

Você se considera gótica?
Sim, porque acredito que nada em mim é feito de apenas aparências. E, sempre que posso, procuro fazer com que as pessoas vejam que os góticos não são quem elas pensam.

E o que é ser gótica?
Acho que essa resposta é muito pessoal, e pode variar de acordo com cada pessoa. Mas, para mim, é paixão pela Arte, pela Música, pela Literatura e pelos sentimentos mais individualistas - como a tristeza, por exemplo. Talvez também seja a vontade de aprender, de ver a realidade por outro ponto.

Querer superar alguém é o mesmo que ter inveja?
Hum, boa pergunta... Talvez não seja uma coisa, nem outra. Talvez seja apenas a necessidade de provar alguma coisa a si mesmo - seja lá pelo que for.

Qual texto seu você considera sua obra-prima e por quê?
Não tenho idéia! Gosto muito de um que se chama Silêncio - e parece que, os que leram, também gostaram. Na verdade, gosto de todos eles assim que ficam prontos; mas bastam dois dias para que eu tenha certeza de que ficou horrível.

Você é bastante crítica com o que escreve?
Muito; nunca encontrei alguém que me criticasse tanto quanto eu mesma. Sou muito perfeccionista, meus amigos dizem que eu chegho a ser irritante.

Você é de muitos ou poucos amigos?
Pouquíssimos e grandes amigos. Quero dizer, posso até conhecer e influenciar muita gente, mas poucas permecem. Desde criança acho que sou um pouco antissocial, aprendi a escolher meus amigos ao invés de deixar que eles me escolham.

Você está na moda?
Não estou e pretendo jamais estar. A moda é horrivelmente brega.

Uma coisa que todo mundo adora e você simplesmente odeia?
Além de cheiro de gasolina? Hum... talvez esse sentimento que chamam de felicidade. Não estou dizendo que não gosto de me sentir feliz, eu simplesmente prefiro pensar com clareza.

Você tem vícios?
Acho que tenho paranóias, para ser sincera. De vícios, talvez uma pessoa que eu realmente ame. Coisas temporárias do gênero.

Que tipo de paranóia?
Cismar com coisas que nem existem, tentar encontrar semelhanças entre as pessoas. Teorias da conspiração, em resumo.

Qual é a coisa em você mesma que provavelmente deveria jogar fora mas que nunca jogará?
O órgão mais inútil e sem função do meu corpo: meu coração.

Você sofre por amor?
Talvez seja o meu maior sofrimento. Ando pensando sobre isso, ultimamente.
Considerações finais:
Bom. Obrigada por tudo, Tainã - minha maior patrocinadora, sempre. Aproveitando, gostaria de deixar os links dos meus dois blogs, Anjos Histéricos e O Corvo. E gostaria de dizer também que eu gosto de leite com chocolate, é.



Gostaria de ver alguém em especial aqui? Me envie um e-mail com a sua sugestão: taina.steinmetz@bol.com.br.

2 comentários:

Paula Baiadori disse...

Olá,
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Abraços.

Anderson Ricardo disse...

Poxa muito bom, adorei a entrevista com a Lucy, eu adoro o blog dela sempre que posso dou uma passadinha lá pra comentar. E pra terminar Tainã adorei a iniciativa viu continue assim.