quinta-feira, 6 de maio de 2010

Cena 252: Existem duas pessoas em mim

O que eu faço e o que eu sou. São pessoas diferentes que, aos olhos de muitos, são absolutamente iguais. No entanto, tamanha semelhança não justifica tanta confusão. Caixas cheias, contendo toneladas de decepções são empilhadas a cada vez que o que eu faço entra em conflito com o que eu sou. E não há como juntar as pessoas em uma. São almas feitas para serem somadas, não subtraídas. Se houvesse algum jeito de fazê-lo, os verbos ser e fazer seriam um só, com o mesmo significado. Portanto, não confunda.

3 comentários:

Sr do Vale disse...

Estou confuso, pois há tres em mim.

MARCO COIATELLI disse...

Parabens pelo Blog...
Muito interessante...
Gostei muito....
bjjjj
Marco Coiatelli

ps. obrigado pela visita e por seguir...
bjjj

Washington Benjamin disse...

Tainã Steinmetz você é muito inteligente, a maioria das pessoas tem dificuldade de assimilar suas nuances de personalidade, é fato que em geral pessoas inteligentes são mal compreendidas, podemos constatar essa verdade histórica. Um comportamento diferente desperta atenção dos outros, principalmente hoje que vivemos no mundo das generalidades em que a maioria quer pertencer a uma tribo, buscam fazer ou parecer igual aos demais pra ser aceito.
Perdemos muito da nossa individualidade, somos frutos da massificação, conseqüência do bombardeio das mídias impondo padrões de comportamento e consumo. Pessoas inteligentes procuram conhecer de tudo e ate participam do “jogo” quando lhe é interessante. Existe também nossa luta contra nos mesmo, aprendendo a nos dominar, e aos nossos instintos, isso pode explicar algumas decisões incompreendidas, quando o processo é interior ("Coração é terra que ninguém passeia") invisível aos olhos humanos. Hoje eu vejo uma sociedade egoísta, todos querem carinho e atenção, não existe uma época com tantas pessoas carentes de um abraço, um afeto, uma palavra de conforto. Todo este burburinho social tem alterado nossas emoções, perdemos nossa sensibilidade, temos dado um valor exagerado ao materialismo, hoje o “ter” vale mais do que o “ser” e esquecemos-nos de cuidar de gente. Despeço-me com uma frase da Clarice Lispector:
“Sabe o que quero de verdade? Jamais perder a sensibilidade, mesmo que às vezes ela arranhe um pouco a alma. Porque sem ela, não poderia mais sentir a mim mesma.”

Boa sorte.