segunda-feira, 31 de maio de 2010

Cena 271: Do final de semana...

Sexta, jantamos na minha casa (ensopado de mandioca *-*), depois, eu e o Márcio, fomos para a casa dele e começamos a assistir "Encontros e Desencontros". O filme estava realmente chato, e como já era tarde fomos dormir pois ele tinha que acordar cedo no outro dia.

Sábado pela manhã, o Márcio foi para a Rádio Central FM para apresentar mais um "Expresso no Ar" e eu fiquei dormindo (estava frio e impossível de sair da cama). Quando ele retornou, meio-dia, eu levantei e almoçamos. Às 13h30min fui para a Central FM para entrevistar o Andrei no programa da Casa do Poeta de Santiago, "Palavras e Ondas", junto com a Lígia. Voltei para o Márcio e assistimos "Lula, o filho do Brasil". Que filme horrível, credo! O Márcio fez uma crítica sobre ele. Se quiser ler, clique aqui (concordo com cada palavra). Terminando o filme e como estava frio, dormimos um pouco. Mais tarde, às 21h, encontramos nosso amigo Davi lá no Ricardo Lanches. Depois de uma porção de fritas, fomos à sorveteria Cascão para tomarmos um chocolate quente. Nossa noite terminou cedo. Estava frio, excelente para dormir.

Domingo (ontem), risoto na minha casa. A Lígia tomou uns goles de vinho e já ficou mais alegre que o normal. Rimos bastante enquanto o Márcio dormia no sofá. Lá pelas 15h, levamos a Lígia até um pedaço do caminho. Ela tinha que ir pra casa corrigir uma pilha de provas. Eu e o Márcio voltamos para a casa dele e, adivinhem, dormimos mais um pouco. Acordamos e terminamos de assistir "Encontros e Desencontros". Esse filme é realmente ruim, sem graça. Jantamos cachorro-quente e assistimos "O Lobisomem" para completar a nossa lista de filme horríveis do final de semana.

sábado, 29 de maio de 2010

Cena 270: What Lies Beneath

Saiu um teaser do CD novo da Tarja Turunen, "What Lies Beneath". O vídeo está prometendo algo mais grandioso que "My Winter Storm".
Medo.
O 1º CD solo dela foi um verdadeiro presente aos fãs que temiam ela não conseguir brilhar longe do Tuomas. Mas cá pra nós, "My Winter Storm" foi um verdadeiro tapa na cara dele. Ela brilhou sim, e ofuscou o "Dark Passion Play" que conta com os vocais fraquinhos da Anette Olzon. Mas isso é assunto para outro dia.

Vamos aguardar até agosto e rezar para que esse teaser não seja uma propaganda enganosa.

Tarja, veja lá o que você vai fazer, hein! Quero um presente maior desta vez.


sexta-feira, 28 de maio de 2010

Cena 269: Vibeke Stene

Sinto saudade da Vibeke Stene à frente do Tristania, com seu timbre misterioso e preciso. Ela deixou a banda em fevereiro de 2007, para lecionar canto. Admiro sua substituta, a italiana Mariangela Demurtas, mas... nada como a divina Vibeke!

Dedico este vídeo à minha amiga Lígia, que é fã da época medieval.


terça-feira, 25 de maio de 2010

Cena 268: Bis Branco



Post de adoração suprema ao Bis Branco, o qual eu acabei de comer uma caixa inteira e já estou passando mal.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

sábado, 22 de maio de 2010

Cena 266: Quem leva a sério o que?



Desconheço quem tenha razão / Acho perda de tempo qualquer discussão / Em defesa daquilo que o serve / Muito se fala, pouco se escreve / Há quem saiba o que ninguém mais sabe / E quem veja o que ninguém mais vê

Quem leva a sério o quê? / Quem quer saber de quê? / Quem pode me dizer / Como exatamente todo mundo deveria ser?

Coerência na persuasão / Pré-estabelecida está a conclusão / Se eu falar sobre o que não entendem / Poucos escutam, muitos se ofendem / A verdade é que não há verdade / Tudo é porque não há não ser

MATANZA

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Cena 265: Manual básico de como utilizar um advogado

Em homenagem aos meus colegas de curso e futuros colegas de profissão.

Coisas que o cliente precisa saber:
1- ADVOGADO dorme. Pode parecer mentira, mas ADVOGADO precisa dormir como qualquer outra pessoa. Não o acorde sem necessidade! Esqueça que ele tem telefone em casa, ligue para o escritório.

2- ADVOGADO come. Parece inacreditável, mas é verdade. ADVOGADO também precisa se alimentar, e tem hora para isso.

3- ADVOGADO pode ter família. Essa é a mais incrível de todas: mesmo sendo um ADVOGADO a pessoa precisa descansar no final de semana para poder dar atenção à família, aos amigos e a si próprio, sem pensar ou falar sobre processos, audiências, etc...

4- ADVOGADO, como qualquer cidadão, precisa de dinheiro. Por essa você não esperava, não é? É surpreendente, mas ADVOGADO também paga impostos, compra comida, precisa de combustível, roupas e sapatos, consome Lexotan para conseguir relaxar, etc. E o fundamental: pode parecer bizarro, mas os livros para "UPLOAD" do profissional, os cursos, o operacional do escritório e a administração disso tudo não acontecem gratuitamente. Impressionante, não? Entendeu agora o motivo dele cobrar uma consulta?

5- Ler, estudar, é trabalho. E trabalho sério. Pode parar de rir. Não é piada.

6- Não é possível examinar processos pelo telefone. Precisa comentar?

7- De uma vez por todas, vale reforçar: ADVOGADO não é vidente, não joga tarô e nem tem bola de cristal. Ele precisa examinar os processos muitas vezes para maturá-lo e poder superar as expectativas. Se quiser um milagre, tente uma macumba e deixe o pobre do ADVOGADO em paz.

8- Em reuniões de amigos ou festas de família, o ADVOGADO deixa de ser ADVOGADO e reassume seu posto de amigo ou parente, exatamente como era antes dele passar no vestibular. Não peça conselhos sobre como recuperar dinheiro emprestado, ajuizar ação de alimento, intuir sobre resultados de processo, muito pior, não peça dicas de condutas jurídicas a serem tomadas, após é claro exposição dos fatos (lugar impróprio, não acha?). Por mais que o ADVOGADO esteja de folga, confundi-lo com fiscal de arrecadação, delegado de polícia, promotor de justiça, engenheiro sempre ofende, ok?

9- Não existe apenas um arrazoadozinho - qualquer requerimento é uma defesa ou inicial e tem que ser pensado, estudado, analisado e é claro, cobrado. Esses tópicos podem parecer inconcebíveis a uma boa parte da população, mas servem para tornar a vida do ADVOGADO mais suportável.

10- Quanto ao uso do celular: celular é ferramenta de trabalho. Por favor, ligue apenas quando necessário. Fora do horário de expediente, mesmo que você ainda duvide, o ADVOGADO pode estar fazendo alguma coisas que você nem pensou que ele fazia, como dormir ou namorar, por exemplo. Nas situações acima, o ADVOGADO pode atender? Sim, ele pode até atender desde que seja pago por isso. É desnecessário dizer que nesses casos o atendimento tem custo adicional, como em qualquer outro tipo de prestação de serviços. Por favor, não pechinche.
Lembrete: cara feia na hora de assinar cheque não diminui o que você tem que pagar. Se queria pagar menos, deveria ter procurado um escrevente ou cartorário.

11- Antes da consulta: por favor, marque hora. Se você pular essa etapa, não fique andando de um lado para o outro na sala de espera e nem pressionando a secretária. Ela não tem culpa da sua ignorância. Ah! E não espere que o ADVOGADO vá te colocar no horário de quem já estava marcado só porque vocês são amigos ou parentes. Se tiver fila, você vai ficar por último. Só venha sem marcar se for caso de emergência (tipo: minha sogra foi presa, meu filho foi para a Febem...). A emergência não é a fissura em si, mas sim a sua esposa buzinando na sua orelha. O ADVOGADO vai ser solidário a você, com certeza.
Agora, caso o chamado de emergência seja fora do expediente normal de trabalho, o custo da consulta também será fora do normal, ok?

12- Repetir a mesma pergunta mais de 15 vezes não vai fazer o ADVOGADO mudar a resposta. Por favor, repita no máximo três.

13- Quando se diz que o horário de atendimento do período da manhã é até 12h, não significa que você pode chegar às 11h e 55m. Se você pretendia cometer essa gafe, vá depois do almoço. O mesmo vale para a parte da tarde: vá no dia seguinte.

14- Na hora da consulta, basta que esteja presente o cliente. Você deve responder somente às perguntas feitas pelo ADVOGADO. Por favor, deixe o cunhado, os amigos do cunhado, seus vizinhos com seus respectivos filhos nas casas deles. Não fique bombardeando o ADVOGADO com milhares de perguntas durante o atendimento. Isso tira a concentração, além de torrar a paciência.
ATENÇÃO: Evite perguntas que não tenham relação com o processo.

15- Infelizmente para você, a cada consulta, o ADVOGADO poderá examinar apenas um único caso. Lamentamos informar, mas seu outro problema/caso terá que passar por nova consulta, que também deverá ser paga.

16- O ADVOGADO não deixará de cobrar a consulta só porque você já gastou demais no processo. Os ADVOGADOS, além de não terem sido os criadores do ditado "O barato sai caro", também não foram os criadores do seu problema jurídico!!!

17- E, finalmente, ADVOGADO também é filho de DEUS e não filho disso que você pensou...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Cena 264: MonstertrukK


Essa é para o meu amigo Gabriel.
Acontece, no dia 28 de maio, sexta-feira, o show da MonstertrukK, no festival Vodoo Metal.

Será a primeira apresentação da banda de heavy metal com a formação oficial: Marcelo Vieira (vocal), Gabriel Marcondes (guitarra), Vinicius Corrêia (guitarra), Anderson Caramello (baixo) e Renato Feitosa (bateria).

O festival contará ainda com a apresentação das bandas Frank Pollard Friends, Plataforma 51, Ramona!, Junkkyard Toys, Metallica Brasil Tribute e Souls Ceiling.

O evento acontecerá no Estação Music Bar, na Rua Augusta, 430, Consolação (São Paulo, SP), a partir da meia-noite. O valor dos ingressos é de R$ 15,00, e pode ser adquirido diretamente com o pessoal da banda.
Para maiores informações:
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=9819797656908856128
Twitter: http://twitter.com/MonstertrukK
Msn: gabri_ozzy@hotmail.com
Celular: (11) 8820-4113

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Cena 263: O problema em ser irônico...

O problema em ser irônico...
é que, quando as pessoas não entendem, quem fica parecendo um idiota é você.

O 2º problema em ser irônico...
é que quando você fala sério, as pessoas pensam que você está sendo irônico.

O 3º problema em ser irônico...
é que quando você utiliza a ironia para afirmar algo diferente do que se deseja comunicar, geralmente o contrário, deixando transparecer a contrariedade por meio do contexto do discurso, ou através da alguma diferenciação editorial, ou entoativa ou gestual e o receptor entende que a ironia foi utilizada para enunciar simplesmente uma falsa idéia, mas ainda assim séria, a contrariedade sutil que você utilizou torna-se inútil criando uma confusa e despercebida crítica, transmitindo a impressão que se disse algo sério tentando não ser idiota, mas só por tentar parecer ser algo sério já tornaria idiota, quando na verdade se disse algo realmente inteligente e coerente.

Cena 262: Se o meu silêncio não te diz nada

...minhas palavras são inúteis.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Cena 261: Mais um pôster da turnê mundial do The Wall

Saiu mais um pôster da turnê do "The Wall". Mais lindo ainda que o primeiro!!! Essa turnê tem que vir pra América do Sul. E eu irei no show, já disse. Não interessa como.
Clique na imagem para vê-la ampliada!

Cena 260: Pressure (Anathema)

"Pressure" é o tipo de música que gruda. Basta escutar uma vez para o refrão dela não sair mais da cabeça. Na minha opinião, uma das melhores músicas do Anathema.



Pressão
Enquanto a pressão aumenta e estes sentimentos fluem / Pisados sobre corpos, corpos em buracos de fé / Muitas vezes eu pedi a Deus perdão / Enquanto me mantinha sob um feitiço sobre suor de respiração de gafanhotos / Não precisa me dizer porque está escrito em seu rosto / Luzes escuras deslizam para baixo

Não me importo para onde você vá, você não ficará longe de mim / Escuro como a noite o dia se enche de antipatia / Marchando ao fundo do corredor para miséria / Não me importo para onde você vá, você não ficará longe de mim

A boca sente gosto de estômago doente remoendo-se no interior / Tudo está errado e não posso fugir / A gravidade do medo você pode sentir chegando / vem direto para você vai torcê-lo e arrastá-lo para baixo

Não me importo para onde você vá, você não ficará longe de mim / Escuro como a noite o dia se enche de antipatia / Marchando ao fundo do corredor para miséria / Não me importo para onde você vá, você não ficará longe de mim

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Cena 259: Kick Ass Torrents

Kick Ass. Excelente site para baixar tudo o que você quiser. Os filmes vêm sem a legenda em português, que você pode pegar no legendas.tv.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Cena 258: Irrelevâncias

✖ Sim, o "My Pluggo", que está na coluna ao lado, funciona mesmo. Ele mostra o seu status atual no msn e eu já conversei com várias pessoas. Recomendo aos que pretentem ter um contato mais dinâmico com os leitores de seus blogs.

✖ Não assisti Iron Man 2 ainda e estou, realmente, entrando em estado de desespero.

✖ Sério, não aguento mais ouvir falar em Paramore. A voz daquela menina é irritante demais para os meus ouvidos! E as músicas parecem ser todas iguais. Eu, pelo menos, não consigo diferenciar uma da outra.

✖ Realmente detesto a saga do Crepúsculo, mas assistirei Lua Nova. Só se pode falar mal daquilo que se tem conhecimento, não é mesmo? hehe

✖ É chato pedir isso de novo mas, por favor, tirem a verificação de dígitos dos comentários! É mais chato ainda ficar digitando aquilo, errar, ter que digitar outra vez... até desistir de comentar. Claro que cada um faz o que quer com seu blog, mas pensem nos leitores que gostam do que vocês escrevem e que gostariam muito de lhes elogiar, e que às vezes têm uma internet ou computador mais lentos. Se vale uma sugestão, ativem a moderação dos comentários. Além de ser totalmente segura, essa moderação dá a certeza de ler todo e qualquer comentário feito no blog, inclusive nos posts mais antigos.

✖ Cansei de escrever. A preguiça tomou conta de mim hoje.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Cena 257: A Microsoft sabe quem você é!

1. Abra a calculadora do windows.
2. Clique no menu da calculadora na opção Exibir.
3. Mude para opção Científica.
4. Agora digite 12237514.
5. No canto superior esquerdo está selecionado Decimal (Dec).
6. Clique na opção Hexadecimal (Hex).

A Microsoft sabe quem você é!

Cena 256: O Grande Debate

“Uma rápida pesquisa instantânea feita imediatamente logo após o discurso do presidente Bush sobre subsidiamento de pesquisa em células-tronco ontem a noite mostra que, metade dos americanos aprova sua decisão, 25% não aprovam, e outros 25% não tem opinião formada.”

“A maioria das pessoas nem ao menos sabe o que são células-tronco.”

“Quem vai gritar mais alto? Serão os defensores-do-direito-a-vida ou serão os cientistas? E agora o que vai acontecer é que haverá uma tremenda quantidade de lobby em Washington, D.C.: cientistas, animadores, pessoas que querem ver essa pesquisa – é o que irá acontecer.”

“Eu estou preocupado com isso. Christopher Reeves está preocupado com isso. Todo mundo está preocupado com isso. A grande questão é: os fins justificam os meios? Quando nós falamos de pesquisa, sim, nós podemos curar muitas coisas... especulativamente. Mas, onde está a prova?”

“Estes seres humanos em desenvolvimento que nós estamos falando, estes embriões, foram produzidos em um ambiente artificial e científico. Fertilização in vitro não é a vontade de Deus.”

“Isto, porém, não os faz menos humanos após isto acontecer.”

“Nós estamos em uma estrada em quem nós realmente não sabemos onde estamos indo até o passo seguinte. Nós estamos falando em colheita de embriões. Nós estamos falando disso, nós estamos falando daquilo, mas qual é o custo?”

“Como nós poderíamos simplesmente abandonar a pesquisa?”

“Está certo. Esta é a velha pergunta? Se você acha que a pesquisa é boa então você não tem um problema com ela. Apenas se você acha que a pesquisa é questionável que você se torna defensivo sobre ela. (Você tem tempo de pesquisar estes embriões mais tarde se nós escolhermos fazer assim. Enquanto pessoas estão sofrendo, nós não estamos verdadeiramente certos que isto proporcionará uma cura).”

“E houve um grande ultraje nas igrejas conservativas... Vocês não podem usar humanos em desenvolvimento... Naquele ponto do tempo eles viram humanos.”

“Eu acho que abandonar esta pesquisa poderia ser um erro. Pesquisando isto pode nos permitir salvar outras vidas ou pelo menos melhorar a qualidade de vidas.”

“Nós não temos as respostas, ainda. Nós precisamos colocar dinheiro onde nós conseguiremos estas respostas no futuro. Ouçam, nós não temos tempo.”

“Alguém acredita que isso possa ter a solução para o tratamento de doenças e segredos altamente guardados.”

“Nós estamos alcançando, mas nós fomos longe demais.”

“Uma das grandes questões que ainda permanecem para mim, porém, é se todos esses embriões são enviados ou serão descartados – isto é pior do que simplesmente jogá-los fora?”

“A pessoas não estão sendo solicitadas; há clínicas de fertilização que possuem embriões extras.”

“A pesquisa é um avanço científico. Eu sei que estamos descendo uma estrada que não sabemos onde termina, mas é sobre isso que é a ciência. Eu sinto muitíssimo, mas eu tenho pena daqueles cujas colunas foram danificadas... Há uma possibilidade de nós os curarmos. Eu estou preocupado com a cura da diabetes juvenil e se esses tipos de avanços científicos podem curar essas doenças, então bem candidamente eu acho que deveria haver pelo menos o que o Presidente Bush propôs: alguma pesquisa limitada.”

“Células-tronco vêm de seres humanos em desenvolvimento e elas não deveriam ser testadas naquilo que não faz sentido ou antiético, mas ao mesmo tempo há uma grande promessa.”

“Eu tenho um filho de 28 anos que é paraplégico. E se há uma pequena chance do meu filho ter sensações e poder andar então eu sou completamente a favor.”

“Seres humanos têm evoluído por dezenas de milhares de anos e nós estamos simplesmente injetando células de embriões no cérebro de pessoas. Como nós chegamos a fazer algo assim?”

“Você tem o direito de tirar Vida para salvar Vida?”

Trechos de "The Great Debate" (Dream Theater)

terça-feira, 11 de maio de 2010

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Cena 254

Eu cairia se me deparasse com uma pintura dessas na calçada.

sábado, 8 de maio de 2010

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Cena 252: Existem duas pessoas em mim

O que eu faço e o que eu sou. São pessoas diferentes que, aos olhos de muitos, são absolutamente iguais. No entanto, tamanha semelhança não justifica tanta confusão. Caixas cheias, contendo toneladas de decepções são empilhadas a cada vez que o que eu faço entra em conflito com o que eu sou. E não há como juntar as pessoas em uma. São almas feitas para serem somadas, não subtraídas. Se houvesse algum jeito de fazê-lo, os verbos ser e fazer seriam um só, com o mesmo significado. Portanto, não confunda.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Cena 251: Peço, encarecidamente...

Por favor, usuários do blogger, tirem a verificação de dígitos dos comentários! Eu sei que é por motivos de segurança, mas pensem nas pessoas que usam um computador e/ou internet mais lentos que, quando acham que já comentaram no seu blog, ainda tem a tal da verificação. Acho que ninguém, ou pelo menos a grande maioria das pessoas, detesta estar digitando aquilo. Chega a ser desanimador.

Pensem com carinho nessa possibilidade!

Cena 250: Eduardo e Mônica (Legião Urbana), Uma Análise Psico-Neurótica

O falecido Renato Russo era, sem dúvida, um ótimo músico e um excelente letrista. Escreveu verdadeiras obras de arte cheias de originalidade e sentimento. Como artista engajado que era, defendia veementemente seus pontos de vista nas letras que criava. E por isso mesmo, talvez algumas delas excedam a lógica e o bom senso. Como no caso da música Eduardo e Mônica, do álbum "Dois" da Legião Urbana, de 1986, onde a figura masculina (Eduardo) é tratada sempre como alienada e inconsciente, enquanto a feminina (Mônica) é a portadora de uma sabedoria e um estilo de vida evoluidíssimos. analisemos o que diz a letra.

Logo na segunda estrofe, o autor insinua que Eduardo seja preguiçoso e indolente (Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar; Ficou deitado e viu que horas eram) ao mesmo tempo que tenta dar uma imagem forte e charmosa à Mônica (enquanto Mônica tomava um conhaque noutro canto da cidade como eles disseram). Ora, se esta cena tiver se passado de manhã como é provável, Eduardo só estaria fazendo sua obrigação: acordar. Já Mônica revelaria-se uma cachaceira profissional, pois virar um conhaque antes do almoço é só para quem conhece muito bem o ofício.

Mais à frente, vemos Russo desenhar injustamente a personalidade de Eduardo de maneira frágil e imatura (Festa estranha, com gente esquisita). Bom, "Festa estranha" significa uma reunião de porra-loucas atrás de qualquer bagulho para poderem fugir da realidade com a desculpa esfarrapada de que são contra o sistema. "Gente esquisita" é, basicamente, um bando de sujeitos que têm o hábito gozado de dar a bunda após cinco minutos de conversa. Também são as garotas mais horrorosas da via-láctea. Enfim, esta era a tal "festa legal" em que Eduardo estava. O que mais ele podia fazer? Teve que encher a cara pra agüentar aquele pesadelo, como veremos a seguir.

Assim temos (- Eu não estou legal. Não agüento mais birita). Percebe-se que o jovem Eduardo não está familiarizado com a rotina traiçoeira do álcool. É um garoto puro e inocente, com a mente e o corpo sadios. Bem ao contrário de Mônica, uma notória bêbada sem-vergonha do underground.

Adiante, ficamos conhecendo o momento em que os dois protagonistas se encontraram (E a Mônica riu e quis saber um pouco mais Sobre o boyzinho que tentava impressionar). Vamos por partes: em "E a Mônica riu" nota-se uma atitude de pseudo-superioridade desumana de Mônica para com Eduardo. Ela ri de um bêbado inexperiente! Mais à frente, é bom esclarecer o que o autor preferiu maquiar. Onde lê-se "quis saber um pouco mais" leia-se" quis dar para"! É muita hipocrisia tentar passar uma imagem sofisticada da tal Mônica.

A verdade é que ela se sentiu bastante atraída pelo "boyzinho" que tentava impressionar"! É o máximo do preconceito leviano se referir ao singelo Eduardo como "boyzinho". Não é verdade. Caso fosse realmente um playboy, ele não teria ido se encontrar com Mônica de bicicleta, como consta na quarta estrofe (Se encontraram então no parque da cidade A Mônica de moto e o Eduardo de camelo). Se alguém aí age como boy, esta seria Mônica, que vai ao encontro pilotando uma ameaçadora motocicleta. Como é sabido, aos 16 (Ela era de Leão e ele tinha dezesseis) todo boyzinho já costuma roubar o carro do pai, principalmente para impressionar uma maria-gasolina como Mônica.

E tem mais: se Eduardo fosse mesmo um playboy, teria penetrado com sua galera na tal festa, quebraria tudo e ia encher de porrada o esquisitão mais fraquinho de todos na frente de todo mundo, valeu?

Na ocasião do seu primeiro encontro, vemos Mônica impor suas preferências, uma constante durante toda a letra, em oposição a uma humilde proposta do afável Eduardo (O Eduardo sugeriu uma lanchonete Mas a Mônica queria ver filme do Godard). Atitude esta, nada democrática para quem se julga uma liberal.

Na verdade, Mônica é o que se convencionou chamar de P.I.M.B.A (Pseudo Intelectual Metido à Besta e Associados, ou seja, intelectuerdas, alternativos, cabeças e viadinhos vestidos de preto em geral), que acham que todo filme americano é ruim e o que é bom mesmo é filme europeu, de preferência francês, preto e branco, arrastado para caralho e com bastante cenas de baitolagem.

Em seguida Russo utiliza o eufemismo "menina" para se referir suavemente à Mônica (O Eduardo achou estranho e melhor não comentar. Mas a menina tinha tinta no cabelo). Menina? Pudim de cachaça seria mais adequado. Ainda há pouco vimos Mônica virar um Dreher na goela logo no café da manhã e ele ainda a chama de menina? Além disto, se Mônica pinta o cabelo é porque é uma balzaca querendo fisgar um garotão viril. Ou então porque é uma baranga escrota.

O autor insiste em retratar Mônica como uma gênia sem par. (Ela fazia Medicina e falava alemão) e Eduardo como um idiota retardado (E ele ainda nas aulinhas de inglês). Note a comparação de intelecto entre o casal: ela domina o idioma germânico, sabidamente de difícil aprendizado, já tendo superado o vestibular altamente concorrido para Medicina. Ele, miseravelmente, tem que tomar aulas para poder balbuciar "iéis", "nou" e "mai neime is Eduardo"! Incomoda como são usadas as palavras "ainda" e "aulinhas", para refletir idéias de atraso intelectual e coisa sem valor, respectivamente.

Na seqüência, ficamos a par das opções culturais dos dois (Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, De Van Gogh e dos Mutantes, De Caetano e de Rimbaud). Temos nesta lista um desfile de ícones dos P.I.M.B.A., muito usados por quem acha que pertence a uma falsa elite cultural. Por exemplo, é tamanha uma pretensa intimidade com o poeta Manuel de Souza Carneiro Bandeira Filho, que usou-se a expressão "do Bandeira". Francamente, "Bandeira" é aquele juiz que fica apitando impedimento na lateral do campo. O sujeito mais normal dessa moçada aí cortou a orelha por causa de uma sirigaita qualquer. Já viu o nível, né? Só porra-louca de primeira. Tem um outro peroba aí que tem coragem de rimar "Êta" com "Tiêta" e neguinho ainda diz que ele é gênio!

Mais uma vez insinua-se que Eduardo seja um imbecil acéfalo (E o Eduardo gostava de novela) e crianção (E jogava futebol de botão com seu avô). A bem da verdade, Eduardo é um exemplo. Que adolescente de hoje costuma dar atenção a um idoso? Ele poderia estar jogando videogame com garotos de sua idade ou tentando espiar a empregada tomar banho pelo buraco da fechadura, mas não. Preferia a companhia do avô em um prosaico jogo de botões! É de tocar o coração. E como esse gesto magnânimo foi usado na letra? Foi só para passar a imagem de Eduardo como um paspalho energúmeno. É óbvio, para o autor, o homem não sabe de nada. Mulher sim, é maturidade pura.

Continuando, temos (Ela falava coisas sobre o Planalto Central, Também magia e meditação). Falava merda, isso sim! Nesses assuntos esotéricos é onde se escondem os maiores picaretas do mundo. Qualquer chimpanzé lobotomizado pode grunhir qualquer absurdo que ninguém vai contestar. Por que? Porque não se pode provar absolutamente nada. Vale tudo! É o samba do crioulo doido. E quem foi cair nessa conversa mole jogada por Mônica? Eduardo é claro, o bem intencionado de plantão. E ainda temos mais um achincalhe ao garoto (E o Eduardo ainda estava no esquema escola - cinema - clube - televisão). O que o Sr. Russo queria? Que o esquema fosse "bar da esquina - terreiro de macumba - sauna gay - delegacia"?? E qual é o problema de se ir a escola?!?

Em seguida, já se nota que Eduardo está dominado pela cultura imposta por Mônica (Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia, teatro, artesanato e foram viajar). Por ordem:

1) Teatro e artesanato não costumam pagar muito imposto.

2) Teatro e artesanato não são lá as coisas mais úteis do mundo.

3) Quer saber? Teatro e artesanato é coisa de viado!!!

Agora temos os versos mais cretinos de toda a letra (A Mônica explicava pro Eduardo Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar). Mais uma vez, aquela lengalenga esotérica que não leva a lugar algum. Vejamos: Mônica trabalha na previsão do tempo? Não. Mônica é geóloga? Não. Mônica é professora de química? Não. A porra da Mônica é alguma aviadora? Também não. Então que diabos uma motoqueira transviada pode ensinar sobre céu, terra, água e ar que uma muriçoca não saiba?

Novamente, Eduardo é retratado como um debilóide pueril capaz de comprar alegremente a Torre Eiffel após ser convencido deste grande negócio pelo caô mais furado do mundo. Santa inocência... Ainda em (Ele aprendeu a beber), não precisa ser muito esperto pra sacar com quem... é claro, com a campeã do alambique! Eduardo poderia ter aprendido coisas mais úteis, como o código morse ou as capitais da Europa, mas não. Acharam melhor ensinar para o rapaz como encher a cara de pinga. Muito bem, Mônica! Grande contribuição!

Depois, temos (deixou o cabelo crescer). Pobre Eduardo. Àquela altura, estava crente que deixar crescer o cabelo o diferenciaria dos outros na sociedade. Isso sim é que é ativismo pessoal. Já dá pra ver aí o estrago causado por Mônica na cabeça do iludido Eduardo.

Sempre à frente em tudo, Mônica se forma quando Eduardo, o eterno micróbio, consegue entrar na universidade (E ela se formou no mesmo mês em que ele passou no vestibular). Por esse ritmo, quando Eduardo conseguir o diploma, Mônica deverá estar ganhando o seu oitavo prêmio Nobel.

Outra prova da parcialidade do autor está em (porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação). É interessante notar que é o filho do Eduardo e não de Mônica, que ficou de segunda época. Em suma, puxou ao pai e é burro que nem uma porta.

O que realmente impressiona nesta letra é a presença constante de um sexismo estereotipado. O homem é retratado como sendo um simplório alienado que só é salvo de uma vida medíocre e previsível graças a uma mulher naturalmente evoluída e oriunda de uma cultura alternativa redentora. Nesta visão está incutida a idéia absurda que o feminino é superior e o masculino, inferior. É sabido que em todas culturas e povos existentes o homem sempre oprimiu a mulher. Porém, isso não significa, em hipótese alguma, que estas sejam melhores que os homens. São apenas diferentes. Se desde o começo dos tempos o sexo feminino fosse o dominador e o masculino o subjugado, os mesmos erros teriam sido cometidos de uma maneira ou de outra. Por que? Ora, porque tanto homens quanto mulheres e colunistas sociais fazem parte da famigerada raça humana. E é aí que sempre morou o perigo. Não importa que seja Eduardo, Mônica ou até... Renato!