sexta-feira, 26 de março de 2010

Cena 217: A Terra não gira em torno do Sol

Pode-se criar um ponto “zero” sobre a Linha do Equador que seria a Cidade do Macapá, capital do Amapá. Este é um ponto privilegiado, nessa cidade foi construído um estádio de futebol e a divisão do gramado foi colocada na linha imaginária do Equador. O teste pode ser feito da seguinte forma: começando a meia noite de 21 de setembro observando o céu você pode ver a posição que se encontra a constelação Três Marias. Você observa este painel do Universo que tem uma curva de 180°. Partindo de Macapá no dia 21 de setembro à meia-noite, deslocando-se a 60 Km a cada 24 horas em direção ao Sul sempre no mesmo Meridiano (nº 16°) até 21 de dezembro. E depois voltando na mesma velocidade atravessando a linha do Equador dia 21 de março em direção ao Norte até dia 21 de junho e depois volta dia 21 de setembro no estádio de futebol de Macapá. Durante todo esse tempo você não perde as Três Marias de vista. No Meridiano oposto se pode repetir a mesma experiência com o Sol de meio-dia. Mas se pode evitar todo esse trabalho e transtorno que seria muito dispendioso. Existe uma maneira que qualquer pessoa simples e entendida no assunto observe da cidade de Macapá a meia-noite de 21 de setembro as Três-Marias na posição que se encontre e depois observe a meia-noite de 21 de março no mesmo horário e na mesma posição de 21 de setembro. Você pode perceber que tanto no dia 21 de setembro ou 21 de março nada muda, só a meia-noite, e no Meridiano oposto com o sol de meio-dia.

A Teoria de Copérnico seria correta se o visual de meia-noite se repetisse uma vez no ano e não de 6 em 6 meses. Notei que a Terra tem uma pequena órbita entorno dela mesma. Não tenho data precisa para se fazer um cálculo, mas não passa de 30 mil ou 40 mil Km de sua órbita em torno do nada. Depois desta observação podemos ter mais surpresas.Eu não sou contra nenhum cientista, só estou pedindo ajuda para provar todas essas observações. Todas as pessoas que vivem na Linha do Equador podem fazer este teste, mas só a meia-noite do dia 21 de setembro ou de 21 de março, valendo o horário do meridiano local.

Partindo do princípio que o universo teve início, momento que conhecemos como o big bang ou a explosão que deu o start na expansão que possibilita apreciarmos e até existirmos junto com o que chamamos de universo, podemos afirmar que o sol está em constante movimento na direção oposta ao centro da explosão. Isso para não falar do restante do universo que também segue afastando-se do centro, a essa altura, mais que virtual. Sempre se distanciando de onde um dia iniciou-se o nosso universo. Digo o nosso, pois não podemos afirmar que somos o único universo, bem como também não temos como afirmar o contrário: existem mais universos. Bem, uma vez aceita essas primícias: O big bang, o início do universo ou até mesmo o seu reinício e a expansão das galáxias, podemos definir uma linha imaginária que nos dá a direção e o sentido, ou o caminho que percorre o sol em sua trajetória fugindo da explosão inicial. O sol e conseqüentemente os planetas que o acompanham nessa viagem, que não podemos prever aonde vai terminar. Simples, não? Então podemos continuar: já sabemos que temos o caminho que juntamente com o nosso astro rei, nós, nosso planeta e nosso satélite estamos percorrendo, e penso que podemos afirmar que esse caminho é reto, não imagino o sol fazendo zig zag pelo universo a fora. Continuando, penso que podemos afirmar, ainda com base no que dissemos até aqui, que o nosso planeta, bem como os outros e seus satélites, sequem na mesma direção e mesmo sentido que o sol. Estamos a reboque do sol, não necessariamente na mesma linha imaginária, mas sempre em linha reta e fugindo do centro. Agora já podemos perguntar: Estaria mesmo a terra girando em torno do sol? Ou a terra está se afastando do centro em paralelo com o sol? E o que estamos vendo e o deslocamento da luz solar nos dando a impressão de estarmos girando em sua volta? Podemos perguntar mais: Se a terra gira em torno do sol, ele descreveria uma órbita no mesmo nível que o sol? Considerando nesse caso que o eixo Norte Sul que seriam os pólos da terra, estaria perpendicular a trajetória de fuga do sol. Nesse caso em determinadas situações a terra passaria à frente do sol, o que me parece esquisito, se não impossível. Por outro lado, podemos ainda considerar que a terra gira em torno do sol, porém, afastada, atrás mesmo do sol e descrevendo uma órbita em torno da reta imaginária descrita pelo sol. Nesse caso, a terra estaria percorrendo no espaço um caminho no formato de parafuso, o giro em torno da reta (deslocamento N-L-S-O) descrita pelo sol e o deslocamento em linha reta paralela à linha do deslocamento do sol distanciando-se do centro do universo devido ao big bang. Fácil? Extremamente fácil. Prefiro essa idéia, pois se o universo começou com uma explosão, penso que se espalhou para todos os lados, mais ou menos igual. Daí, se os planetas giram perpendicular à fuga dos seus sois, podemos concluir que havendo outros planetas percorrendo caminhos que se distanciam do centro do universo, podemos encontrar sistemas solares com rotas perpendiculares uma às outras. Sendo assim chegamos à conclusão que vez ou outra poderemos ter planetas de sistemas solares diversos, alinhando-se, tornando a possibilidade de viagens interplanetárias bem mais plausíveis do que pensamos. E o que tem isso tudo com o globo terrestre? Bem, O globo é redondo, quer dizer redondo achatado nos pólos, mas quem está em cima e quem está embaixo? Para ir do Brasil ao Canadá, temos que subir? Os ricos estão em cima e os pobres embaixo? Faz sentido o termo abaixo e acima do equador? Fica aqui a sugestão: Vamos mudar o posicionamento do globo terrestre, que deverá ser representado com os pólos na horizontal, afinal não tem essa de em cima ou embaixo: quem está no Brasil e precisa ir para a Europa, deve tão somente virar para a esquerda do caminho do sol, chegando ali pelo Rio Grande do Norte, toma a direção do sol contorna a África e pronto: está na Europa.

4 comentários:

Camile. disse...

Post bem interessante... A idéia de mudar as repersentação terrestre (com os pólos na horizontal) é muito boa. =D

Felipe disse...

Há alguns dias apareceu uma cliente na minha loja encomendando um relógio de sol. Aceitei a encomenda muito feliz, tem coisa mais simples? Quando fui procurar um modelo no google me deparei com cálculos complicadíssimos (para mim) de latitude, longitude, pontos cardeais... Mas agora lendo esse texto foi que fiquei confuso de verdade!

Stênio Zimermann disse...

Bom, o texto abordado tem várias ideias, então vou criticar e comentar apenas algumas.
1) Quem fala que para viajar do Brasil pra Europa temos que "subir" é um completo ignorante. Se subíssemos, estaríamos indo para o espaço sideral e não para a Europa. O termo correto seria ir para o norte.
2) A teoria do Big Bang é MUITO mais complexa do que aprendemos no colégio. Aquilo é apenas uma introdução mínima, assim como nas outras matérias. Afinal, por que dariam uma aula de física para crianças? O que acontece é que comentam pedaços de ideias e dificilmente um professor vai à fundo em alguma teoria, hipótese, etc. Sim, respondendo tua pergunta, a terra gira ao redor do sol. Isso é inquestionável pois o sol tem apenas 1 300 000 × Terra (um milhão e trezentos mil vezes a massa da terra). Então, a terra é atraída pelo sol e vice-versa, como provou Newton. Óbvio que quem sofre a atração maior é a terra - podemos comparar isso a dar um chute em um carro, ele não vai se mover ou deformar (depende do material, da massa, da densidade etc ) e sim o teu pé, vai quebrar, doer etc. agora tente chutar uma laranja... - porque tem massa inferior. Já a direção, isso deve ser uma definição, pois assim como muitas coisas na física teória são postuladas por definições ( o mais provável, o mais fácil de estudar, de explicar etc).
Sinceramente, vou conversar com um físico amigo meu no INPE e mostrar esse tópico para ele, ver o que ele pode acrescentar aqui.

Agradeço em nome de todos pela seção conhecimento. ;D

Anônimo disse...

Tenho uma hipótese parecida. Como você chegou a essa conclusão, de a terra girar em parafuso se afastando do centro da esplosão? Eu chamo de deslocamento helicoidal.