sábado, 20 de março de 2010

Cena 211: Dream Theater, 16/03/2010. Inesquecível!

O que vem a seguir é apenas o relato de uma fã (oi!) de Dream Theater, que após anos de espera finalmente conseguiu ver sua banda preferida bem de perto.

Minha "saga" começou em janeiro quando do anúncio do show em Porto Alegre. Simplesmente enlouqueci com a notícia. Não importasse como, eu veria o Dream Theater ao vivo. Mobilizei várias pessoas que eu sabia que teriam interesse em ir, principalmente o Maurício e a Paola, e começamos a nos organizar, ir atrás de uma excursão, economizar dinheiro, etc.

Dia 28 de janeiro nossos ingressos foram comprados e aí começou a verdadeira espera.

E faltavam 40 dias... e 35 dias... e 30 dias... 10 dias! A última semana foi a mais longa de todas. Ou melhor: a noite de segunda para terça-feira, dia do show, simplesmente não passava!

5h30min da manhã de terça-feira, dia 16 de março. Me acordo com o meu celular gritando "Time". Eu e a Paola levantamos, banho, café da manhã e ônibus da excursão que partiria às 8h de Santa Maria rumo à Porto Alegre.

Chegamos na capital gaúcha por volta de 12h30min e fomos direto ao Pepsi On Stage, onde já se formava uma fila para a pista. Como os portões abririam só às 19h seguimos em direção ao aeroporto para almoçar. Pois é... levando em consideração de que ninguém na nossa turma conhecia Porto Alegre e que todos estavam com fome, não nos restou outra alternativa, já que o Salgado Filho fica em frente ao local do show.

Por volta das 15h, eu, o Maurício, o Victor, a Ellen, a Ise e a Ingrid fomos para a fila do mezanino. Como a nossa fila era da "burguesia", tinha pouca gente, no máximo umas 5 pessoas na nossa frente, já a fila do "povão", ou a pista, onde iriam a Paola, o Benhur e o Marcelo, estava enorme.

Sol, calor, fome, sede e mais de 4 horas na fila. Tudo bem, pelo menos foram só 4 horas. Se for comparar com uma moça que chegou às 7h da manhã, nós estávamos muito bem.

Pois bem, em torno de 19h3omin, abrem-se os portões. Sou revistada, entrego o ingresso (eles tiraram só um pedaço e me devolveram o resto), colocam em mim a pulseira do mezanino e lá vou eu Pepsi On Stage a dentro prucurar o meu lugar.

Sem muita demora, subiu ao palco Richard Powell, guitarrista gaúcho que tocou durante vinte minutos. Excelente guitarrista, por sinal.

Logo após, temos o início do show da banda americana Bigelf. Eu tinha ouvido uma ou duas músicas alguns dias antes e não me chamou a atenção. Não vi nada de mais até ouvi-los ao vivo. Foi incrível! Parecia que eu estava vendo uma mistura de Jethro Tull com Pink Floyd ali no palco.

Algum tempo depois da Bigelf encerrar sua apresentação, começa a tocar no som ambiente "Pull Me Under" seguida de "As I Am", nas versões acústicas de Pipo & Elo. Acredito que muitas pessoas nunca tinham ouvido essas versões, mas ainda assim o público cantou junto.

E chega o momento mais esperado da noite... O pano preto que cobria o palco sobe, e... bom, a partir daqui eu não vou conseguir escrever muito pois ainda estou em estado de choque... Os 5 caras que eu tenho admirado e escutado há quase 10 anos estavam ali, bem na minha frente! O Dream Theater abriu seu show tocando "
A Nightmare to Remember" e até onde eu lembro, perdi uma boa parte da música de tanto que eu chorava. Não conseguia me concentrar. E eu realmente não acreditava no que estava vendo. Em "A Rite Of Passage" eu já estava mais calma e consegui cantá-la. Nos telões estava passando algumas cenas do clipe. Terminada esta, John Petrucci começa uma longa introdução que dava a entender que começaria "Hollow Years". Não deu outra. LaBrie sentado em um banquinho, como no "Live At Budokan", fez todos cantarem com emoção a balada mais esperada por muitas pessoas. E novamente eu me fui às lágrimas no solo desta música. A banda emendou "Constant Motion", e os duetos entre LaBrie e Portnoy me arrepiaram! Essa eu também consegui cantar e acompanhar sem lágrimas. Como não poderia faltar, Petrucci fez um rápido solo seguido de um solo mais demorado do tecladista Jordan Rudess, que fez com que eu sentasse um pouco para assistir. Eu não conseguia nem ficar em pé direito. Estava tremendo muito ainda quando "Erotomania" veio para mostrar porque o Dream Theater é a melhor banda de prog metal do mundo! Instrumental impecável. E quando chevaga nas notas finais da música eu dei um grito desesperador "Voices, please!!!". É óbvio que eles não me escutaram, mas mesmo assim "Voices" começou a ser executada. E para mim, esse foi o ápice do show! Eu me ajoelhei e chorei! Era a música que eu mais desejava ouvir ao vivo! Quando LaBrie começou "Love, just don't stare..." eu já estava em pé novamente, eu não queria perder mais nem um minuto! Mas quando chegou no solo, eu não resisti e chorei mais uma vez! Acho que foi nessa música que eu acabei com a minha voz. E quando eu pensei que "A Mind Beside Itself" seria completada com "The Silent Man", surge a melodia de "The Spirit Carries On". Naquele momento eu soube que aquele seria , realmente, o momento mais emocionante de todo o espetáculo. Para todo o lado que eu olhava havia gente chorando. Quando os primeiros acordes de "As I Am" surgiram, as lágrimas foram substituídas por muita agitação! Eu não esperava mesmo essa música. Achei que eles fossem tocar outra qualquer do ToT, enfim. De repente, "Pull Me Under", a música que eu não queria ver ao vivo fez com que todos fossem à loucura, inclusive eu. Nunca havia cantado ela na minha vida com tanta vontade. Eu estava realizada, afinal já tinha ouvido "Voices", quando emendada em "Pull Me Under" vem "Metropolis Pt. 1". Desculpem, mas... PUTA QUE PARIU! "Voices" e "Metropolis Pt. 1" no 1º show do Dream Theater que eu vou!!! Foi orgasmático!!! Totalmente sem explicação! E finalmente uma pausa para assimilar tudo o que eu já tinha visto e ouvido quando Petrucci puxa o riff de "Sweet Child O'Mine" do Guns N' Roses, e LaBrie adentra o palco perguntando ao público: "No love for the Guns?". Para quem não sabe, o show do Guns N' Roses foi marcado no mesmo dia que o show do Dream Theater, mas isso é outra história. Após a pausa prolongada, nos trazem a excelente suíte "The Count of Tuscany". Eu que não gostei muito dela quando escutei pela primeira vez no CD (herege :x), aqui me rendi e mais uma vez me emocionei muito. Ao final, a tradicional saudação ao público e Jordan Rudess filmando os fãs.

Saí do Pepsi On Stage surda e muda de tanto gritar. Encontrei a minha turma (lá dentro eu não vi mais ninguém), e fomos comer um cachorro-quente antes de pegar o ônibus e voltar à realidade.

Foi a melhor experiência que eu já tive na vida.

Não vou postar fotos aqui, até mesmo porque, este post já está muito longo. Quem quiser ver, é só acessar o meu orkut.

4 comentários:

AnneKira™ disse...

Que show massa, eu teria me emocionado também!
Gostei da parte ironica do solo da "Sweet Chine 'o Mine", eles são os caras mesmo!

Wanessa disse...

Oie. Sou do Rio de Janeiro e passei pela a mesma emoção que vc. Porém, acho q sou um poko mais sortuda, pois esse foi o terceiro show do DT que tive a honra de assistir, chorar, cantar... Adorei seu blog! Vou me tornar uma leitora assídua!
Grande bju!

Márcio Brasil disse...

Tá muito legal e envolvente o texto. E gostei do layout da semana.

Beijoss

Journey of Business disse...

Dream Theater está sempre no meu coração ... enviar meus cumprimentos para eles .... de Dream Theater Indonésia