sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Cena 175

Escrevo minha própria história e vivo à sua margem sozinha. Sou a única que me entende e todas as vozes que ouço são apenas ecos de meus desejos. Impotente, enfrento minha solidão. Desintegro em milhões de pedaços me arrasto em milhões de direções. Não segurei firme o suficiente a sua mão, escapei em falsos sonhos, sentei-me em lugares ocupados. Busquei a glória de estar contigo e encontrei a ridícula solidão.

Um comentário:

~*Rebeca e Jota Cê*~ disse...

Que imagem fantástica!

Solidão pro espírito é alimento, pro corpo é tortura.

até mais.

Jota Cê