sábado, 17 de outubro de 2009

Cena 86: A Equação Humana - 11º Dia: Trauma

[Razão] Pense bem, você está deitado aqui em uma cama de hospital. Despreze as emoções dentro a sua cabeça e concentre-se no mundo real além de sua mente. Não é tarde para deixar seus fardos para trás.
[Medo] Nós não vamos lhe deixar ir. Lhe arrastaremos para baixo. Memórias sombrias de sua alma trancadas em sua cabeça. Você estaria melhor morto.
[Agonia] Trancada, ela vive em isolamento. Tem sido assim desde que ele se foi. Ela tem passado por uma vida horrível. Ela depende de você, seu único filho.
[Paixão] Ela não vai te deixar ir. Memórias sombrias de sua alma trancadas em sua cabeça. Você estaria melhor morto.
[Agonia] Onde você está não a escuta chamando? Você nada pode fazer, não tem tempo. Não há ninguém lá para pegá-la quando ela estiver caindo. Por que se importar? Você está indo bem.
[Razão] Agora que está morta, ela finalmente encontra sua paz. Não há porque se culpar. Você tem que esquecer ou a dor nunca o deixará. É hora de sair de sua jaula. Sua mãe morreu no dia que seu pai se foi. Uma parte de você morreu também. Sentimentos de culpa te perseguirão até o fim. Você tem de lutar para quebrar o encanto. Mas machuca...
[Medo] Você escuta sua voz vindo do túmulo: "Onde você estava filho, quando precisei? Esse é o agradecimento por todo o carinho que lhe dei? Você se esqueceu pelo que passei?". Você escuta a voz dele, fria e impiedosa: "Seu tolo inútil, você a deixou morrer!". E bem no fundo, você tem de confessar, seus meios não podem ser justificados.
[Orgulho] Agora você entende, você tem de ser relutante para sobreviver. Reprima as lembranças, enterre suas emoções e prospere! É a sua vida!
[Razão] Agora que ela está morta, ela finalmente encontra sua paz.
[Medo] Você escuta sua voz vindo do túmulo.
[Razão] Você tem que esquecer, ou a dor nunca o deixará.
[Medo] "Esse é o agradecimento por todo o carinho que lhe dei?".
[Razão] Uma parte de você morreu também.
[Medo] "Seu tolo, inútil, você a deixou morrer!".
[Razão] É hora de sair da sua jaula.
[Medo] Seus meios não podem ser justificados.

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