quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Cena 42: Por favor, leia até o final do post

Imagine que é uma típica tarde de sexta-feira e você está dirigindo em direção à sua casa. Você sintoniza o rádio. O noticiário está falando de coisas de pouca importância. Você ouve que, numa cidadezinha distante, morreram 3 pessoas de uma gripe, até então totalmente desconhecida. Não presta muita atenção ao tal acontecimento e esquece o assunto. Na segunda-feira, quando acorda, escuta que já não são 3 e sim, 30.000, as pessoas mortas pela tal gripe, nas colinas remotas da Índia. Um grupo do Controle de Doenças dos EUA foi investigar o caso. Na terça-feira, já é a notícia mais importante, ocupando a primeira página de todos os jornais, pois já não é só na Índia, mas também no Paquistão, Irã e Afeganistão. Enfim, a notícia se espalha pelo mundo. Estão chamando a doença de "A Influência Misteriosa", e todos se perguntam: "Que faremos para controlá-la?". Então, uma notícia surpreende a todos: A Europa fecha suas fronteiras. A França não recebe mais vôos da Índia, nem de outros países dos quais se tenham comentado de casos da tal doença. Por causa do fechamento das fronteiras, você está ligado em todos os meios de comunicação, para manter-se informado da situação e, de repente, ouve que uma mulher declarou que num dos hospitais da França, um homem está morrendo por causa da tal "Influência Misteriosa". Começa o pânico na Europa. As informações dizem que, quando você contrai o vírus, é questão de uma semana de vida. Em seguida, as pessoas têm 4 dias de sintomas horríveis e morrem. A Inglaterra também fecha suas fronteiras, mas já é tarde. No dia seguinte, o presidente dos EUA fecha também suas fronteiras para Europa e Ásia, para evitar a entrada do vírus no país, até que encontrem a cura. No dia seguinte, as pessoas começam a se reunir nas igrejas, em oração pela descoberta da cura, quando, de repente, entra alguém na igreja, aos gritos:
- Liguem o rádio! Liguem o rádio! Duas mulheres morreram em Nova York!
Em questão de horas, parece que a coisa invadiu o mundo inteiro. Os cientistas continuam trabalhando na descoberta de um antídoto, mas nada funciona. De repente, vem a notícia esperada: conseguiram decifrar o código de DNA do vírus. É possível fabricar o antídoto! É preciso, para isso, conseguir sangue de alguém que não tenha sido infectado pelo vírus. Corre por todo o mundo, a notícia de que as pessoas devem ir aos hospitais fazer análise de seu sangue e doar para a fabricação do antídoto. Você vai de voluntário com toda sua família, juntamente com alguns vizinhos, perguntando-se o que acontecerá. Será este o final do mundo? De repente, o médico sai gritando um nome que leu em seu caderno. O seu único filho está ao seu lado, se agarra na sua jaqueta, e lhe diz:
- Pai? Esse é meu nome!
E antes que você possa raciocinar, estão levando seu filho, e você grita:
- Esperem!
E eles respondem:
- Tudo está bem! O sangue dele está limpo, e é sangue puro. Achamos que ele tem o sangue que precisamos para o antídoto.
Depois de 5 longos minutos, saem os médicos chorando e rindo ao mesmo tempo. E é a primeira vez que você vê alguém rindo em uma semana. O médico mais velho se aproxima de você e diz:
- Obrigado, senhor! O sangue de seu filho é perfeito, está limpo puro, o antídoto, finalmente, poderá ser fabricado.
A notícia se espalha por todos os lados. As pessoas estão orando e rindo de felicidade. Nisso, o médico se aproxima de você e de sua esposa, e diz:
- Posso falar-lhes um momento? Não sabíamos que o doador seria uma criança e precisamos que o senhor assine uma autorização para usarmos o sangue de seu filho.
Quando você está lendo, percebe que não colocaram a quantidade de sangue que vão usar, e pergunta:
- Mas, qual a quantidade de sangue que vão usar?
O sorriso do médico desaparece e ele responde:
- Não pensávamos que fosse uma criança. Não estávamos preparados... Precisamos de todo o sangue de seu filho...
Você não pode acreditar no que ouve e trata de contestar:
- Mas... mas...
O médico insiste:
- O senhor não compreende? Estamos falando da cura para o mundo inteiro! Por favor, assine! Nós precisamos de todo o sangue!
Você, então, pergunta:
- Mas vocês não podem fazer-lhe uma transfusão?
E vem a resposta:
- Se tivéssemos sangue puro, poderíamos. Assine! Por favor, assine!
Em silêncio, e sem ao menos poder sentir a caneta na mão, você assina. Perguntam-lhe:
- Quer ver seu filho agora?
Você caminha na direção da sala de emergência onde se encontra seu filho, que está sentado na cama, e ele diz:
- Papai!? Mamãe!? O que está acontecendo?
O pai segura na mão dele e fala:
- Filho, sua mãe e eu lhe amamos muito e jamais permitiríamos que lhe acontecesse algo que não fosse necessário, você entende?
O médico regressa e diz:
- Sinto muito senhor, precisamos começar, gente do mundo inteiro está morrendo, o senhor pode sair?
Nisso, seu filho pergunta:
- Papai? Mamãe? Por que vocês estão me abandonando?



Você daria a vida do seu filho para salvar o mundo?



Minha opinião: Se uma epidemia desse porte surgisse e matasse milhares, milhões de pessoas, eu JAMAIS daria a vida do meu filho para salvar o mundo. Podem me chamar de egoísta, dizer que eu não tenho amor ao próximo e tudo mais, mas se algo acontece, é porque TEM que acontecer. Nós não podemos (nem devemos) controlar o destino. Se alguém sofre um acidente e fica com problemas, sejam eles quais forem, a pessoa precisa passar por pelo sofrimento para aprender. Senão, de que vale a vida? Acredito que cada um tem uma missão na Terra, não só de fazer alguma coisa, mas aprender também. Ninguém recebe uma punição de graça. Aconteça o que acontecer, ACEITE. Você pode ser muito mais feliz se assim o fizer. É só saber tirar proveito das situações difíceis.
E, pela humanidade, não valeria apena a vida do meu filho.

Qual a sua opinião?

5 comentários:

ZEKA disse...

hmmm, bom eu concordo um pouco com a sua visão, alem do mais alguem ja fez isso no Passado né.
Mas tipo acho que vai da visão de cada um, como mãe é muito dificil ou talvez impossivel ceder o filho para tal fetio, mas para mim eu sacrificaria sim o meu filho pelo bem de todos. concordo com você que cada um tem seu proposito, cada um tem que aceitar o que tem de acontecer tem que acontecer, não existe Destino, não existe acaso, tudo ilusão, o que era para estar ali está ali, não foi coincidencia, alem do mais que coincidencia nao existe porque aquilo era para acontecer.

Camile. disse...

Caramba.. eu sinceramente não saberia o que fazer.

Já havia lido esse texto, e senti a mesma coisa: uma angústia, algo muito esquisito. Acho que eu não teria coragem de sacrificar meu filho pela humanidade não.

Beijinho, Melia!

ɐlıɯɐɔ disse...

sinceramente .. há coisas que só vivendo pra saber a resposta.. espero que eu ñ precise passar por isso.bsos

AnneKira™ disse...

Eu jamais sacrificaria a vida de alguém que eu amo em troca da vida de pessoas que eu nem conheço. Se a humanidade tivesse que ter um fim como este, ninguém iria querer ser um "Cristo" para pagar pelo os pecados de ninguém. Muitos menos deixasse um inocente morrer por tais proprositos.

Bem tenso mesmo :/

Beijos ;-*

RacerX disse...

Eu sou pai. Meu maior sonho, desde a adolescencia era ser pai, e realizei, por duas vezes. Acho que as pessoas recebem aquilo que cultivam. Dor e alegria. Uma coisa assim não aconteceria por acaso. Basta ir em qualquer baladinha, e a preocupação em se proteger é zero, tudo é prazer, prazer, prazer... Não. eu não sacrificaria meu filho. No caso do texto, eu permitira que fizessem em doses menores, mas jamais deixaria que levassem a vida dele por aqueles que não prezaram pela própria vida. Os que a prezam, terão sua cura... Ninguém morre sem que tenha chego a hora. Que utilizem doses menores e continuem a procurar, se existe um, existem outros... Ponto final.