segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Cena 34

E não existe nenhum ar, nenhum espaço, nenhuma ansiedade, e isso é tudo o que eu deixei. Eu tenho que sair, eu tenho que ir, e ainda assim estou procurando por você. A vida que eu nunca encontrei. Meu refúgio em desespero. Eu lhe dei sangue do meu coração, alimentei-o com o poder dos sentidos e o deixei ter muita autoridade, inclusive sobre minhas ações. Eu lhe dei amor, minha confiança e você me machucou. Mas isso não acabou, eu ainda o ouço respirar e ainda posso ver o tremor de suas mãos. Memórias começam a tomar vida e começam mais uma vez a me torturar. Silenciosamente ganham meu coração. Você me manteve viva e me atingiu com mais torturas. Eu ainda não entendo. Não! Ainda não acabou. Eu ainda posso ver o brilho em seus olhos, o tremor do seu corpo. Seu nome hoje soa como um livro vazio, como uma promessa nunca cumprida. Por um curto período você foi a luz, e você foi minha passagem para o mundo, porém, você agora jaz suave, vagarosamente morrendo dentro de mim.

Um comentário:

Leo Yk disse...

Parece-me que vc esta descrevendo um conflito interno que tive comigo meso há algu tempo atrás...rs

bjs